Sinto com a imensidão,
das florestas, dos oceanos,
Sinto o lento crescer das árvores
e o ansioso nascer das pétalas.
Sinto os deuses fervilhar dentro de mim,
A vida brotar, ainda que inerte, dentro das sementes.
Nenhuma outra visão me trouxe tamanha paz.
Contudo, nenhuma outra visão, me trouxe tamanho desconsolo.
Só o orvalho se semelha à minha tristeza
Vem com o cair da noite,
Permanece como um deus esquecido dentro do silêncio,
É bela,
de tal forma que a dor cai no esquecimento
passa a ser sentida de longe
como algo que passa de geração em geração,
Semelhante a um mito que é escutado com os ventos.
Por vezes parece doer mais,
Outras vezes não doi,
torna-se uma estranha sensação de paz:
Um olhar complacente que indica que tudo está a cumprir-se.
Uma Deusa qualquer que fugiu,
Uma parte de nós que, lentamente, vem ao nosso encontro,
Anteceder-nos a bonança e a tempestade.