No limiar da existência verei todos os vossos corpos dançarem. Balançando-se no silêncio, teus frágeis corpos esventrados de dor sorriem-me cada vez mais intensamente. Contemplo-os a todos. E lentamente o meu corpo é puxado e movido naquela dança.
Estamos a viver. Estamos a dançar a vida.
Outrora como me fizeram, sorrio-lhe e puxo-o. Movimentando-me em passos lentos, digo com algum espaço de silêncio e um certo nada entre as palavras, enquanto a minha voz meio sádica caminha: Amor vem comigo dançar, quero mostrar-te o quanto a vida é linda.
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