Eu dizia o teu nome, e entre a madeira das coisas
O som ecoava-se e elas estremeciam.
Os ossos de todas as coisas estremeciam,
Quando o meu olhar se vidrava e eu pensava na beleza das coisas.
E tocava nas coisas, oh, se tocava. As grandes melodias da vida não tinham sequer um início,
- Não é por isso que deixaram de ser intemporais.
Houve dias em que ouvi dizer que havia um tempo,
Mas eu sei que é nesse tempo, que existe uma criança presa a tecê-lo,
- Uma grande vida desperta acerca da eternidade.
Que é nesse tempo que o céu e o mar se tocam,
E que, por detrás do manto, está outra criança a uni-los.
- Uma grande vida motora da força.
Água a dentro das coisas.
Mais água a dentro das coisas!
A vida é mais poderosa que tu. A morte é mais bela que tu.
As vezes que foste mãe e pai das coisas,
Serão as vezes que Irás ser filho.
Ninguém te acolheu. Nunca fomos filhos de nada:
Foi tudo só um amor no seio da morte.
Um ódio crescente no corpo.
Desatem as crianças, senão tudo desvive.
Oiçam os nomes delas:
As escrituras mais belas das coisas.