quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As escrituras das coisas

Eu dizia o teu nome, e entre a madeira das coisas O som ecoava-se e elas estremeciam. Os ossos de todas as coisas estremeciam, Quando o meu olhar se vidrava e eu pensava na beleza das coisas. E tocava nas coisas, oh, se tocava. As grandes melodias da vida não tinham sequer um início,
- Não é por isso que deixaram de ser intemporais.

Houve dias em que ouvi dizer que havia um tempo, Mas eu sei que é nesse tempo, que existe uma criança presa a tecê-lo, - Uma grande vida desperta acerca da eternidade. Que é nesse tempo que o céu e o mar se tocam, E que, por detrás do manto, está outra criança a uni-los. - Uma grande vida motora da força. Água a dentro das coisas. Mais água a dentro das coisas!

A vida é mais poderosa que tu. A morte é mais bela que tu. As vezes que foste mãe e pai das coisas, Serão as vezes que Irás ser filho. 
Ninguém te acolheu. Nunca fomos filhos de nada: Foi tudo só um amor no seio da morte. Um ódio crescente no corpo. Desatem as crianças, senão tudo desvive. Oiçam os nomes delas: 
As escrituras mais belas das coisas.

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