domingo, 18 de agosto de 2013

E é por isso que te abandono.
Onde eles estavam?
 Quando, como duas crianças ciladas,
 Zelávamos em nós a perpetuidade do destino?
 Ver os primórdios da benevolência das nossas almas...
Tornarem-se numa violência conflagrada dos nossos espíritos.

É por isso que me despeço. 
Até podia sucumbir e fenecer tudo em mim.
Nunca o meu espírito jogará a servidão e a soberba.
Morre em mim. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Resta-nos:
Sombras e silhuetas,
Nas ruas e nos campos da morte.
Sangue e cadáveres,
No silvo e nos ruídos do vento. 


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Escuro Azul

É noite de vigília. 

O Vento talha os corpos
Nas sombras devassas da escuridão.
Os devaneios zelam-nos a alma,
Em pequenos presságios,
Enquanto se safra a alma no meio das arenas.

Estorvam-se as palavras, 
Como quem se aprisiona nas pedras que atira ao mar.

-Presos e hirtos no tempo,
Rudes do peso do sopro, 
submergem do soçobro azul.-

Amarrados à flor da idade da criatura,
Lá os encontro - Penhascos imóveis cobertos de musas.
Cantando o alento sórdido e belo, desgosto,
Entre os confins e o além-túmulo da criação.