terça-feira, 6 de agosto de 2013

Escuro Azul

É noite de vigília. 

O Vento talha os corpos
Nas sombras devassas da escuridão.
Os devaneios zelam-nos a alma,
Em pequenos presságios,
Enquanto se safra a alma no meio das arenas.

Estorvam-se as palavras, 
Como quem se aprisiona nas pedras que atira ao mar.

-Presos e hirtos no tempo,
Rudes do peso do sopro, 
submergem do soçobro azul.-

Amarrados à flor da idade da criatura,
Lá os encontro - Penhascos imóveis cobertos de musas.
Cantando o alento sórdido e belo, desgosto,
Entre os confins e o além-túmulo da criação.

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