Vultosas silhuetas me hipnotizam.
Tão belas vidas perdidas num olhar um pouco insípido.
Eu queria contá-las a todas, em número. Queria saber se era par ou ímpar.
Eram mais de mil. Mil e uma.
Vidas realmente vividas! Eu queria vê-las e devora-las com os olhos, como se fossem um animal raro, nunca antes visto. Como se fossem mortos.
Mas elas não pararam por mim. Continuaram seduzindo todos os olhos do mundo.
Profundas, continuaram a ser a grande incógnita da ciência, do amor, da morte, da matéria, do cósmico. Profundas, continuaram a afundar-se em si.
Aos poucos deixei de as ver nitidamente.
De repente tudo passou a uma escuridão mais profunda que elas.
Mergulhei nessa escuridão.
Mil e duas.
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