Creio que existem sentimentos que não nos são puros. São-nos simplesmente incutidos e nós, simples animais, aceita-mo-los cegamente, passivamente, estupidamente. Como um gato que é obrigado a dormir numa marquise, quando liberto num sitio mais extenso, procura refugiar-se para dormir, devido ao seu hábito, no recanto mais pequeno desse mesmo sítio, ignorando completamente a imensidão de locais possíveis que tem. O meio influencia a acção, mas nem sempre a justifica.
Isto para dizer que enquanto seres, somos tão, ou mais, vulneráveis a influências como um animal. Penso que é necessário, portanto, reflectir sobre alguns dos sentimentos que nos penetram a alma. Creio que existem sentimentos que precisam de ser avaliados e julgados por nós mesmos, pois existem situações que requerem a nossa auto-disciplina emocional ao longo da vida. Não podemos simplesmente pensar no momento em que nos são impulsivos, precisam de ser trabalhados, estudados, para que realmente consigamos chegar a um instinto mais sincero e simples, deixando fora sentimentos que nos invadem e nos retiram toda a sinceridade e simplicidade emocional que temos.
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