quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

I

Sejam o horizonte, quando serenos.
E o mar, quando bravos
Sejam eu, quando nada quiserem ser.

Encarno o vosso corpo.
Rasgo-o,
Aquele nosso inferno ventre!
Gritos estridentes!

E o vento?
Quando calmos.

Perco-me.
Já não sei ser.

Se estou serena,
Apago-me no horizonte,
Se me exalto
afundo-me no mar.



Um comentário:

  1. MEU DEUS, ESSA ESTROFE

    Se estou serena,
    Apago-me no horizonte,
    Se me exalto
    afundo-me no mar.


    É O QUE ANDO A SENTIR

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